terça-feira, 24 de agosto de 2010

estar (enfim) só

basicamente um "saco de risadas", mas tenho selecionado bem para quem mostro os dentes.
estou aprendendo a deixar as pessoas irem, a não tentar prendê-las, a não tentar ser legal ou boazinha. tentando ser o que sou , mesmo que doa a quem dói: eu.
doeu perder alguns pedaços, algumas vidas, mas quando me olhei...estava inteira e tinha que continuar.
ontem meu avô me disse que a solidão mata, mas então minha receita seria: morra um pouquinho todo dia, pois a solidão é necessária. eu estive por muito tempo, rodeada e percebi que não tinha tempo e nem espaço para me olhar, me conhecer, me gostar, e principalmente, me bastar.
e depois que eu vi as pessoas, as conheci, as tentei entender ou decifrar...as quis perto ou longe e perto e longe.
fiquei seletiva, mas parei de procurar coisas boas, estou mantendo as que já tenho perto de mim e deixando que venham a mim outras boas novas.
parei de precisar de coisas e pessoas quando vi que eu era suficiente. pelo menos pra mim.

"Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras - e por tudo isso, ando cada vez mais só" (é. Caio sempre tem algo a dizer por mim.)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

adeus.

acho que nunca havia nem pensado em dizer isso.
e deus ou alguém deve saber como isso é difícil pra mim.
dizer adeus é difícil.
dizer adeus pra você dói.
ninguém sabe o que se passa dentro da gente e nem entre a gente. só eu sei.
só eu sei como sua ausência vai me machucar, como cada lugar vai lembrar você, e como eu vou sorrir e chorar ao lembrar de uma vida juntos.
uma vida! sua vida. minha vida com você.
fica em paz e obrigada, por não dizer adeus.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

sozinha, mas rodeada.

acordo rodeada
e parto sozinha.
me sinto rodeada,
mas penso sozinha.
vou sozinha
e fico rodeada.
volto sozinha
para estar novamente rodeada.
quando me vejo rodeada, estou sozinha.
e quando sozinha me vejo, estou rodeada.
passo então a ser uma sozinha rodeada desejando estar rodeada por você e sozinha.

terça-feira, 14 de abril de 2009

con-sumida.

este cansaço e este nervoso me consomem.
não sei por onde começar e quando vou terminar.
nem sei mais onde eu começo e onde termino eu.
me falta calma, me falta tempo mas me sobram as vontades, os quereres, as angústias e ansiedades, o sumiço.
fico nervosa e então grito, choro, bato.
quero dar à alguém a culpa do que eu mesma escolhi, e já não sei se aguento, já não me vejo tão capaz.
esse(s) alguém(ns) não te(ê)m não merecem essa mágoa que é só minha, não me merece(m) assim.

só agradeço e continuo por saber, que o pior hoje será o melhor amanhã.
só respiro ainda porque tenho meus motivos pra sorrir.
tenho meu(s) alguém(ns).
tenho rostos e mãos que vêm ao meu encontro, que me alegram, que me cuidam, que me amam.
e mesmo sem tempo, mesmo sem jeito, mesmo sem paciência, quero fazer isso por eles.
quero estar e ser pra eles todo esse bem que eles são pra mim.
quero continuar na luta. por eles e por mim. por nós.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

um meu amor

Não há mais como esconder se do
Íntimo resplandece o que penso e o que sinto
Cada passo meu já revela
Olhar para mim, já é ver você
Lembrar cada palavra, cada gesto
Amar-te em cada pedaço
E repetir seu nome sem parar

Sonhar uma vida ao seu lado
Andar despreocupada e
Rir de tudo, rir da vida pois, se
Ao meu lado te tenho e
Incansavelmente te quero, te espero
Vou ao teu encontro
Amanhecer a minha vida, a cada dia em teus braços.

quinta-feira, 12 de março de 2009

querer bem

parecia tão difícil escolher, decidir.
minha cabeça girava. e dentro dela nenhuma idéia parava de rodar, ninguém falava comigo.
e mesmo que falassem, não adiantaria, não estava mesmo funcionando.
pensei tanto que até doeu. o estômago!
mas, quando olhei pro lado, vi você. ali parado do meu lado. como quem não queria nada, entrando na minha vida, entrando em mim.
como se eu não tivesse escolha, ou simplismente não conseguisse, não quisesse reagir, deixei.
fui te deixando, fui me deixando, e chegamos onde estamos.
e onde estamos? eu não sei.
sei que aqui é bom. aqui me sinto acolhida, me sinto querida, me sinto bem.
sei que daqui não quero sair, pelo menos não pretendo.
sei que aqui é você, sou eu, somos nós.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

separados

não é necessário ultrapassar a marca.
não vamos nos tocar, sequer nos falaremos.
apenas me olhe e entenda o que lhe digo: (e é com imensa dor que digo isso)
viva do seu lado que eu vivo do meu.
tome o que também é seu, e até breve!