terça-feira, 20 de março de 2012

o pó.

foi quando ela percebeu que lá tudo era velho, tudo dava defeito. os móveis, os eletrodomésticos e as relações. Ah! estas estavam tão velhas e desgastadas que não tinham mais uso, simplesmente não existiam mais.

"Fico tão cansada às vezes, e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida." Caio F.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

diga ao povo que eu falo

sempre que deveria temer, tenho coragem.
todos os outros temem e me dizem que eu deveria temer também, mas eu não me conformo em ter que temer, me esconder, me omitir.
isso pra mim não é medo, é falta de coragem, é ser "bundão" ao extremo e eu não consigo.
não consigo calar diante de uma injustiça, nem comigo e muito menos com os outros e não é sendo ou querendo ser a boa samaritana e muito menos a defensora dos fracos e oprimidos, é só o inferno do meu jeito aquariana de ser que não me deixa em paz enquanto eu não grito, esperneio ou pelo menos permaneço firme, sem me render.
eu sempre me preocupo e me entristeço quando o medo é maior que a coragem, quando você não pode dizer e fazer conforme acha certo, quando tem que abaixar a cabeça. a gente já tem que abaixar a cabeça tantas e tantas vezes, ao longo do dia ou da vida, que, pelo menos ao que nos diz respeito, deveríamos poder agir ou reagir sem medo.
a sombra do medo me apavora. quero conseguir fugir dela.